Tumiritinga

tumiritinga

Prefeito 2017-2020

José Paulo Bretas Cabral

Vice-Prefeito 

Áurea Maria Pereira Alves

Vereadores 2017-2020

1°Nilson Guimarães
2°Ivani Miranda de Faria
3°Adilson Gonçalves Guimaraes
4°Zilda Pereira Ramos
5°Antonio Gonçalves Rodrigues
6°Mauricio Rodrigues de Souza
7°Edilson Gomes
8°Natan de Oliveira Rodrigues
9°Helcio Alvaro Calixto

 

História

Até por volta de 1910, a área do atual município de Tumiritinga era uma fazenda pertencente ao coronel Xandoca. Nesta ocasião, é construída a primeira estação ferroviária da localidade, atendida pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Os trabalhadores da ferrovia fixaram-se nas proximidades, cujo lugar que recebeu o nome de Parada da Cachoeirinha, pela existência de pequena queda do Rio Doce, dando início ao povoamento. Pouco tempo depois, o desenvolvimento do comércio começou atrair famílias oriundas de Queiroga (atual Itanhomi).

O lugar pertencia ao município de Tarumirim. Dado o crescimento populacional e econômico, pela lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, é criado o distrito de Cachoeirinha, que passou a denominar-se Tumiritinga pela lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, e foi emancipado pela lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948 (instalado em 1949). A lei nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, cria seu único distrito, São Geraldo de Tumiritinga.

Geografia

A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 500,073 km², sendo que 0,3682 km² constituem a zona urbana e os 496,414 km² restantes constituem a zona rural.[2] [9] Situa-se a 18º°58’45” de latitude sul e 41°38’43” de longitude oeste e está a uma distância de 381 quilômetros a leste da capital mineira. Seus municípios limítrofes são Governador Valadares, a norte; Alpercata, a noroeste; Capitão Andrade e Itanhomi, a oeste; Conselheiro Pena, a sul; e Galileia, a leste.

Relevo, hidrografia e meio ambiente

O relevo do município de Tumiritinga é predominantemente plano. Em aproximadamente 40% do território tumiritinguense há o predomínio de lugares aplainados, enquanto que cerca de 30% é coberto por mares de morros e terrenos montanhosos e os 30% restantes são terras montanhosas.[8] A altitude máxima encontra-se na Serra Queiroguinha, que chega aos 560 metros, enquanto que a altitude mínima está na foz do Rio Caratinga, com 187 metros. Já o ponto central da cidade está a 140,61 m.[8]

O principal rio que passa por Tumiritinga é o Rio Doce, porém o território municipal é banhado por vários pequenos rios e córregos, sendo alguns deles o Rio Caratinga e oRio Cuieté, fazendo parte da Bacia do Rio Doce.[8] Por vezes, na estação das chuvas, os rios que cortam o município, principalmente o Rio Doce, sofrem com a elevação de seus níveis, provocando enchentes em suas margens, o que exige a existência de um sistema de alerta contra enchentes eficaz. A cidade foi uma das mais afetadas pelasenchentes de 1979, que atingiram vários municípios do leste mineiro banhados pelo Rio Doce e seus afluentes. Atualmente existe uma série de estações pluviométricas e fluviométricas instaladas em Tumiritinga, que são administradas pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e que visam a alertar a população de uma possível enchente.[15]

A vegetação predominante no município é a Mata Atlântica, sendo que os principais problemas ambientais presentes, segundo a prefeitura em 2010, eram o assoreamento de corpos d’água e as queimadas. A cidade conta, entretanto, com Conselho Municipal de Meio Ambiente, criado em 2005 e de caráter paritário.

Clima

Maiores acumulados diários de chuva registrados

em Tumiritinga por meses

Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 140,0 mm 29/01/2013 Julho 25,9 mm 13/07/1990
Fevereiro 73,6 mm 26/02/1999 Agosto 38,9 mm 26/08/1984
Março 178,7 mm 16/03/1979 Setembro 56,8 mm 30/09/2003
Abril 69,0 mm 16/04/1980 Outubro 88,9 mm 21/10/1984
Maio 71,5 mm 10/05/2010 Novembro 151,2 mm 30/11/1997
Junho 68,4 mm 13/06/2009 Dezembro 142,1 mm 18/12/2013
Fonte: Agência Nacional de Águas (ANA)

O clima tumiritinguense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical quente semiúmido (tipo Aw segundo Köppen),[18] tendo temperatura média anual de 22,7 °C com invernos secos e amenos e verões chuvosos e com temperaturas elevadas.[19] [20] O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 24,9 °C, sendo a média máxima de 30,2 °C e a mínima de 19,7 °C. E o mês mais frio, julho, de 19,8 °C, sendo 26,2 °C e 13,4 °C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.

A precipitação média anual é de 1 240,8 mm, sendo julho o mês mais seco, quando ocorrem apenas 12,3 mm. Em janeiro, o mês mais chuvoso, a média fica em 225,0 mm.[10] Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, não raro ultrapassando a marca dos 30 °C, especialmente entre julho e setembro. Em julho de 2012, por exemplo, a precipitação de chuva em Tumiritinga não passou dos 0 mm. Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso também são comuns registros de queimadas em morros e matagais, principalmente na zona rural da cidade, o que contribui com o desmatamento e com o lançamento de poluentes na atmosfera, prejudicando ainda a qualidade do ar

Segundo dados da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), desde 1974 o maior acumulado de chuva registrado em 24 horas em Tumiritinga foi de 178,7 mm, no dia 16 de março de 1979. Outros grandes acumulados foram de 152,1 mm, em 30 de novembro de 1997;[24]142,1 mm, em 18 de dezembro de 2013; e 140,0 mm, em 29 de janeiro de 2013.[26] De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Tumiritinga é o 658º colocado no ranking de ocorrências de descargas elétricas no estado de Minas Gerais, com uma média anual de 2,179 raios por quilômetro quadrado.