Alerta climático em Minas e BH: mais chuvas e granizo à vista

As chuvas chegaram para ficar em Minas Gerais. A previsão para  hoje ainda é de muita instabilidade, com pancadas de chuvas e risco de queda de granizo em, pelo menos, 12 regiões do estado, incluindo a Metropolitana de Belo Horizonte. Além disso, 535 cidades mineiras estão em alerta de tempestade até as 10h de hoje. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há riscos de precipitação de até 100mm/dia, ventos de até 100km/h, alagamentos e queda de árvores.

Entre as regiões mineiras em risco laranja de tempestade estão: Triângulo Mineiro, Zona da Mata, Vale do Rio Doce, Vale do Jequitinhonha, Campo das Vertentes, Oeste, Sul, Noroeste, Norte, Sudoeste, Noroeste e Região Metropolitana de Belo Horizonte. Conforme o Inmet, a precipitação prevista é de 30 a 60mm/h ou 50 a 100mm/dia.
Em Belo Horizonte, a Defesa Civil municipal emitiu alerta de risco geológico moderado em virtude do volume das chuvas previstas para as próximas 48 horas. O aviso vale até sexta-feira (7/10) para as regiões Oeste, Centro-Sul e Barreiro, onde o acumulado de chuva já ultrapassa a metade do esperado para novembro. A previsão do Inmet para a capital hoje é também de muitas nuvens com pancadas isoladas e temperaturas variando entre 16°C e 27°C. Condições semelhantes devem ser verificadas na quinta e na sexta-feira.

Ontem, houve chuvas com queda de granizo em algumas regiões. O gelo foi visto nos bairros Funcionários, Savassi e Santo Agostinho, na Região Centro-Sul, onde, de acordo com a Defesa Civil da cidade, até as 17h havia chovido 63,6mm, o equivalente a 57,8% da média climatológica esperada para o mês de outubro, de 104,7mm. Na Região Oeste, o volume chegou a 54,6mm (49,6%) e no Barreiro a 50,2mm (45,6%). Volumes menores foram registrados nas regiões Noroeste e da Pampulha, ambas com 39mm, Venda Nova (35,8mm), Leste (31mm), Nordeste (29,8mm) e Norte (26,4mm).

Até as 12h de ontem, 132 pessoas no estado estavam desalojadas e 69 desabrigadas, ou seja, necessitavam de abrigo público como habitação temporária, em função de danos ou ameaças de danos a suas casas. Entre os municípios mais afetados pelas chuvas estão São Gonçalo do Sapucaí e Três Corações, no Sul de Minas, e Ponte Nova, na Zona da Mata.

GRANDE BH
Em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a chuva da madrugada de ontem derrubou o muro do Centro Educacional Técnico de Artes Profissionais (Cetap), no Bairro Angola. A queda do muro não afetou o funcionamento da escola e as aulas foram oferecidas normalmente já pela manhã.
Em Nova Lima, na tarde de ontem, o forro do teto do Colégio Santo Agostinho caiu, menos de 15 dias depois de uma ocorrência semelhante, em 21 de setembro.
Conforme a administração da escola, quatro crianças tiveram escoriações leves e foram atendidas por brigadistas da instituição. Em vídeo publicado nas redes sociais, é possível ver que partes do forro de salas e do corredor da instituição cederam. As causas do incidente ainda não foram identificadas.

Como o Estado de Minas mostrou na edição de ontem, os moradores que moram às margens da Avenida Tereza Cristina, que passa pela capital mineira e por Contagem, ficam em constante alerta com o início do período das chuvas. No fim da noite de segunda-feira, a via precisou ser interditada devido ao risco de transbordamento do Ribeirão Arrudas. O impedimento abrangeu áreas das regiões Oeste e Barreiro.
GRANIZO
Em dois dias, a cidade de Bambuí, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, já registrou duas tempestades de granizo. Ontem, pelo segundo dia consecutivo, os moradores do município presenciaram grandes precipitações, ventos fortes e queda de gelo. A unidade básica de saúde (UBS) do Bairro Sagrado Coração de Jesus teve que ser interditada devido às fortes chuvas. De acordo com a administração municipal, o local foi inundado. As pedras de granizo da chuva de segunda-feira tinham, em média, 3cm. Até o começo da noite de ontem, não havia registro de mortos ou feridos em decorrência das tempestades.

Segundo o Inmet, a chuva de granizo ocorre quando o ar quente da superfície terrestre encontra nuvens densas e muito frias em pontos mais altos da atmosfera. O meteorologista da instituição, Claudemir de Azevedo Félix, explicou a causa da queda  de granizo tão intensa nessas regiões. “Essas chuvas são decorrentes de forte instabilidade na atmosfera, que proporciona nuvens típicas de tempestades e resulta em precipitações em forma de granizo com acúmulo significativo”, diz.
Fonte: site Estado de Minas.