A Presidente da Assoleste – Associação de Municípios do Leste de Minas, Ivania Maia, cumpre agenda oficial em Brasília em defesa do fortalecimento do financiamento da saúde pública para os municípios da região.
Representando dezenas de cidades do Leste de Minas, a entidade, em conjunto com o CIMLESTE – Consórcio Intermunicipal Multifinalitário e o Consórcio Conservar Mucuri, protocolou junto ao Ministério da Saúde um ofício solicitando a ampliação dos tetos financeiros dos blocos da Atenção Básica (PAB) e da Média e Alta Complexidade (MAC).
A medida é considerada estratégica para garantir melhores condições de custeio e investimento na rede pública de saúde, ampliando o acesso e a qualidade dos serviços prestados à população.
Segundo Ivania Maia, os municípios enfrentam limitações históricas que impactam diretamente na capacidade de financiamento e organização dos serviços de saúde. “Estamos falando de uma região que precisa de equidade no tratamento das políticas públicas. Sem a ampliação do teto, muitos municípios ficam impedidos de acessar recursos importantes, inclusive oriundos de emendas parlamentares”, destacou.
O documento também chama atenção para os critérios estabelecidos pela Portaria nº 6.928/2025 do Ministério da Saúde, que, segundo os gestores, não contemplam adequadamente as especificidades regionais, especialmente em áreas com fragilidades estruturais.
Outro ponto relevante apresentado é o fato de que grande parte dos municípios da região está inserida na área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) e foi diretamente impactada pelos efeitos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), o que agravou significativamente as demandas sociais e de saúde pública.
A agenda em Brasília reforça o compromisso da Assoleste com a defesa dos municípios e com a construção de soluções que promovam redução das desigualdades regionais e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).







