Ministério da Saúde apresenta cenário epidemiológico e ações para prevenção da varíola dos macacos no Brasil

Dados revelam que 95% das pessoas contaminadas são do sexo masculino, entre 18 e 49 anos de idade

O Ministério da Saúde apresentou o cenário epidemiológico da varíola dos macacos, também conhecida como monkeypox, e as ações de prevenção e vigilância para o enfrentamento da doença no Brasil. Dados revelam que 95% dos casos são em homens, entre 18 e 49 anos de idade.

Até o momento, o Brasil registra 2,8 mil casos confirmados em 22 estados. A prevalência da doença está concentrada na região sudeste, especificamente em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e secretários da pasta apresentaram as ações de vigilância e controle da doença adotadas pelo Ministério da Saúde, desde maio, mesmo antes da confirmação do primeiro caso no Brasil.

Minas Gerais

Até a Semana Epidemiológica 32 (SE 32, de 7 a 13/8/2022) foram registradas, no sistema REDCap, 866 notificações de Monkeypox em Minas Gerais, sendo cinco casos classificados como prováveis, 234 descartados e 494 em investigação.

Todos os casos confirmados para Monkeypox em Minas Gerais foram do sexo masculino, com maior predominância entre 20 e 40 anos. A média de idade desses casos confirmados foi de 33-43 anos, mínimo de 21 e máximo de 61 anos.

Ações no Brasil

Entre as ações, está o fortalecimento da rede de diagnósticos do Brasil, para processamento e análise das amostras. Atualmente, oito laboratórios estão estruturados para fazer a testagem, sendo: quatro Laboratórios de Referência Nacional – Fiocruz RJ, Fiocruz AM, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Instituto Evandro Chagas (IEC) – e quatro Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) em Minas Gerais, São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. O teste para o diagnóstico laboratorial deve ser feito em todos os pacientes com suspeita.

Além disso, a Pasta implementou o Centro de Operações de Emergências Nacional (COE), para monitorar o cenário epidemiológico e as ações de vigilância em todo País. O COE tem a participação de técnicos das secretarias do Ministério da Saúde, além da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

O Ministério da Saúde segue em acordo com as entidades internacionais e a OPAS/OMS para aquisição de vacinas e antivirais para o tratamento da doença.

A varíola dos macacos é uma doença viral de baixa letalidade. Em casos de sintomas, como febre alta e súbita, seguido de aparecimento de gânglio, aqueles inchaços conhecidos como ínguas, dores de cabeça e, principalmente, feridas ou lesões no corpo, o paciente deve procurar uma unidade de saúde mais próxima de casa e seguir corretamente as recomendações de isolamento.

A principal forma de proteção da doença é evitar o contato direto com pessoas contaminadas (pele/pele) ou com objetos pessoais contaminados.

Cenário mundial

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a varíola dos macacos como Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) em julho. No momento, são 35.621 casos confirmados em 92 países.

Acesse aqui a apresentação com os dados completos.

Fonte: Ministério da Saúde

Mais informações AQUI e na SES-MG.